Costão Rochoso

Por volta de 145 milhões de anos atrás, havia um só continente (PANGEA). Na sua separação o grande oceano se formou. Na porção atlântica há falhas decorrentes das formações geológicas de origem vulcânica, que deram origem, aos costões rochosos no litoral brasileiro. É possível estabelecer relação entre a presença de costões rochosos e a proximidade das serras em relação ao Oceano Atlântico, já que os Costões são, geralmente, prolongamento das serras rochosas que alcançam o fundo do mar. Há costões rochosos por toda costa brasileira (entre Baía de São Marcos (MA) até Torres (RS)). A maior concentração está no SE, onde a costa é bastante recortada.

Costão Rochoso é um ambiente costeiro. Sofre influência das marés, das ondas e raios solares e, para sobreviverem as formas de vida que ali se instalam precisam se adaptar. É uma região de transição entre os ambientes marinho e terrestre, mas, devido ao movimento de água associado às marés, ondas e borrifos, a transição é gradual. Na zona entre marés, a grande maioria dos organismos é de origem marinha. Estão entre os ambientes marinhos mais produtivos do planeta. Os costões rochosos são considerados um dos mais importantes por conter uma alta riqueza de espécies de grande importância ecológica e econômica, tais como mexilhões, ostras, crustáceos e uma variedade de peixes, além de várias espécies de algas. A diversidade de organismos e o fácil acesso tornaram-nos um dos mais populares e bem estudados ecossistemas marinhos. A grande diversidade de espécies presentes nos costões rochosos faz com que, nesse ambiente, ocorram fortes interações biológicas. Ele é local de alimentação, crescimento e reprodução de um grande número de espécies.

Existem dois tipos de costão: 1. O exposto: – Aquele que sofre mais os impactos das ondas. A diversidade de organismos é menor, que os protegidos, pois a intensidade das ondas e seu batimento nas rochas dificulta a fixação de organismos mais frágeis. 2. O protegido: – É o localizado em áreas abrigadas das ondas mais fortes. Tem grande diversidade biológica, por sofrer menos impacto das ondas, ajuda a fixação de organismos.

A ocupação biológica no costão rochoso ocorre de acordo com o estabelecimento das espécies, em faixas bem definidas, e vão de acordo com as adaptações de cada organismo aos fatores ambientais ( abióticos e bióticos). Essa ocupação é conhecida como zonação.

As três principais zonas são:

SUPRALITORAL= Onde vivem organismos que ficam acima da maré alta, numa zona de transição entre a terra firme e o mar. Podem ser encontrados crustáceos e alguns moluscos gastrópodes.

MESOLITORAL = Região entre marés, ficando parcialmente cobertos e descobertos diariamente. Podem ser encontrados cracas, que são crustáceos fixos, moluscos gastrópodes e bivalves como mexilhões e algumas espécies de caranguejos.

INFRALITORAL = Região permanentemente coberta pela água. Lá vivem organismos abaixo da linha da maré baixa, ou excepcionalmente descoberta. Ex: Algas, equinodermos, poríferos (esponjas), crustáceosmoluscos (entre eles, o polvo), peixes e etc.

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