Operação LIMPAOCA – manejo e sustentabilidade nos manguezais da Gaunabara

14-12-2015

A ação LIMPAOCA é mais uma das muitas atividades do Projeto UÇÁ que conta com o patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Na matéria veiculada pelo jornal O Fluminense um pouco das primeiras semanas dessa importante atividade socioambiental e econômica.

Pescadores limpam o manguezal

Criada pelo Projeto Uçá, a ação de sustentabilidade ocorre durante o período de defeso do caranguejo

Acompanhados de técnicos, pescadores promovem a retirada do lixo que é jogado nos rios e vai parar no mangue

Foto: Divulgação

Pescadores e catadores de caranguejo que moram e trabalham no entorno da Baía de Guanabara têm sentido na pele e no seu dia a dia o impacto de sacos plásticos, pneus e garrafas PET que continuam como grandes vilões de seus ambientes de trabalho: o mar e os manguezais. Eles estão participando da Operação LimpaOca, criada pelo Projeto Uçá, e durante o período de defeso (quando é proibida a cata do caranguejo) trocam seu ofício temporariamente durante dois dias na semana, por uma ação ambiental e de sustentabilidade. Recolhem e separam todo lixo encontrado dentro do manguezal e durante as jornadas de 8 horas de limpeza eles chegam a retirar 1,2 mil quilos desses resíduos do meio ambiente.

Ao todo, vinte pescadores participam da Operação LimpaOca que está acontecendo dentro da APA de Guapimirim (Area de Proteção Ambiental). O projeto Uçá, que conta com o patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, realiza pelo segundo ano consecutivo a iniciativa que alia a necessidade de conservação de áreas de manguezal em Unidades de Conservação (UCs) com a integração das comunidades.

A Operação LimpaOca é uma das muitas ações do Projeto UÇÁ que procura aliar qualidade ambiental com sustentabilidade. Exatamente por isso ela acontece na época do defeso do caranguejo que dá nome ao projeto, o Uçá, ou Ucides cordatus, como é conhecido pelos biólogos e técnicos da área.

Pescadores e catadores de caranguejo que moram no entorno da APA de Guapimirim conseguem, durante o período de reprodução do Uçá, realizar um trabalho socialmente justo e ecologicamente correto. A equipe do projeto, preocupada com as implicações socioambientais dessa situação, desenvolveu a ação buscando dar um fôlego para esses profissionais do mar e do mangue e, ao mesmo tempo, colaborar para a limpeza desse ecossistema.

Para realizar o trabalho de limpeza, os catadores vão para o mangue, acompanhados de técnicos e juntos catam todo o lixo que impacta estética, ambiental e socialmente o berçário do mar. “A Operação LimpaOca nos permite gerar postos temporários de trabalho, executar uma tarefa de relevante interesse ambiental, ajudar no árduo trabalho de manutenção das duas unidades de conservação daquela área, que são a APA de Guapimirim (Área de Proteção Ambiental) e a Estação Ecológica da Guanabara (ESEC). Além disso, estamos alinhados com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) que propicia um enfrentamento integrado de problemas ambientais e sociais e econômicos ocasionados pelo manejo incorreto de resíduos sólidos recicláveis. E, indo mais além, estamos ajudando a formar cidadãos cientes de que sua atuação, por menor que seja, pode ajudar a melhorar o ambiente a sua volta. No caso dos pescadores, eles são os beneficiados diretos dessa ação e a sociedade também”, explica Pedro Belga, coordenador geral do Projeto UÇÁ.

Durante a limpeza do manguezal, materiais plásticos predominaram, como pneus, garrafas PET, pedaços diversos, brinquedos e restos de sacolas. Vidro foi encontrado na forma de garrafas, lâmpadas fluorescentes (7) e incandescentes (712). Até agora, o terceiro colocado foi o isopor, que é bem leve, mas volumoso, seguido do grupo mais heterogêneo, o de couro e afins, com mochilas, bolsas e roupas em geral, e ainda os metais. A Operação LimpaOca tem um caráter inovador, por se tratar de ação de Política Pública, com abordagem socioeducativa.

 

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