Lenine e o Caranguejo UÇÁ

27-05-2014

Lenine - Encontros Socioambientais

“Caranguejo uçá, caranguejo uçá, apanho ele na lama e boto no meu caçuá”

Diz a letra de Gordurinha, eternizada pelo Gilberto Gil e Clara Nunes. Lenine relembrou o clássico nessa 9ª etapa dos Encontros Socioambientais, no Rio de Janeiro. A Ong Guardiões do Mar criou o Projeto UÇÁ, que cuida do habitat do Ucides cordatus, o caranguejo uçá, principal fonte de renda para centenas de catadores – e espécie cada vez mais escassa. O cantautor conheceu o trabalho realizado na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, santuário localizado no lado leste da Baía de Guanabara e um dos pontos de atuação do projeto, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade. No Rio Guaíra, foi a hora de colocar o pé na lama para visitar os pontos de reflorestamento e plantar uma muda!

Os números são impactantes. Já são quase 9 hectares de mangue reflorestados e 28 mil pessoas atingidas pelas trabalhos de educação ambiental do Projeto Uçá, que utiliza metodologias inéditas, como o álbum interativo e a moeda verde, trocados por garrafas pet e latinhas de alumínio. Em dois meses de Operação LimpaOca, os catadores recolheram o equivalente a quase 3 mil quilos de resíduos. E de todos os males que essa sujeira flutuante tem sobre esse ecossistema, sabe que é um dos mais prejudicados? O caranguejo, pois o lixo entra na toca e o sufoca.

De Guapimirim para Itaboraí, Lenine foi conhecer outro braço desse ciclo sustentável: o CataSonhos, que reúneseis municípios (Região Metropolitana e Baixada Fluminense) em uma rede de comercialização de recicláveis. Na sede da cooperativa aconteceu ainda o encontro com os projetos Diferentes Talentos, Ilhas do Rio, Quem ama cuida, Rede Ecosol e Cuidando das águas

Fotos Encontros Socioambientais Mangue

“Passamos a mobilizar as pessoas para a questão do reaproveitamento ou para o correto descarte e direcionamentos dos recicláveis. Nas nossas andanças no entorno da Baía de Guanabara, observamos que um dos maiores problemas dela é o lixo que é depositado em suas margens ou nos próprios manguezais, por conta do descarte incorreto e pela falta de educação, além da inoperância dos Poder Público”,


Pedro Belga, presidente da Guardiões do Mar.

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